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Archive for March, 2011

30 de Março de 2011

Acordei às 07h45m, mas aproveito a cama mais um pouco. Dormi muito bem e ontem descansa bastante. Sinto-me bem, com as baterias recarregadas pronto para mais uma etapa.

O destino é Peñíscola, sendo grande parte do percurso feito por uma estrada que serpenteia umas montanhas, mais para o interior, mais distante da costa que a N-340.

Faço o check-out e despeço-me de Amposta. O céu esta nublado e as primeiras gotas de chuva começam a cair. Mas é falso alarme e passado alguns minutos a chuva fraca pára. Se tinha algum frio, surge à minha frente o remédio: uma subida. Não é muita acentuada mas é longa. No fim, já não tenho frio e o pequeno-almoço já foi!

Continuo a pedalar a bom ritmo e como a estrada tem quase nenhum trânsito, decido ouvir música. Coloco só os “phones” no ouvido direito, assim mesmo que algum veículo se aproxime, vou ouvir. Escolho da minha lista de músicas os Heros del Silêncio – é (era) uma banda espanhola de rock da cidade de Zaragoza. Tendo como voz e líder do grupo, Enrique Bunbury.

Ao ritmo da música, chego à primeira paragem do dia. Se acharam curioso o nome do meu destino, o que dizer deste: Ulldecona. É uma vila pequena, mas simpática tal como os seus populares. Todos me cumprimentam e desejam “bon camiño”. No centro da vila, uma bonita igreja iluminada pelos primeiros raios de sol, convida a parar para uma pausa.

Não me demoro muito porque hoje quero aproveitar bem o dia para fazer mas quilómetros do que ontem. Mas antes de sair de Ulldecona, presencio algo que noutro país (baixo), seria algo normal mas não por aqui. Duas mães em bicicleta a transportarem os seus filhos na bicicleta. Muito bom exemplo de uma forma de passear com as crianças.

De volto à estrada e a paisagem parece estar a mudar. Os campos são diferentes, as cores são diferentes…mais à frente tenho a confirmação. Acabo de deixar a comunidade autónoma da Catalunha para entrar na comunidade Valenciana. Pomares de laranjas ladeiam a estrada e o cheiro no ar é refrescante.

Pedalo a alta velocidade (mas sempre dentro dos limites) e chego a Vinarós num ápice. Vinaròs é famoso pelo seu Carnaval por isso ao olharem pra mim, devem pensar que cheguei antes do tempo.

Hoje estou imparável. Chego a Peñíscola perto do meio-dia. Perto de 70km em pouco mais de 3horas. Como me apelida o meu irmão: hot wheels :P. Dou uma pequena volta na localidade – tem uma bonita e ampla praia e mesmo no centro existe um quiosque de Informações para turistas – vou perguntar a direcção para o campismo que tinha escolhido no dia anterior.

Com mapa na mão, sigo em direcção ao campismo Spa Natura Resort Peñíscola. Com este nome pomposo as expectativas eram altas. E chegado ao local…uuuhauuu!!! Sim senhor. Isto é o jardim de éden dos campismos.

Faço o check-in e instalo-me no meu bungalow (hunanito). É demais…uma pequena casa de madeira com pouco mais de 10m2. Mas com tudo aquilo que eu preciso e muito mais. Tv, wi-fi, micro-ondas, frigorífico e claro uma cama de solteiro. Isto tudo por 25€, tendo ainda acesso à piscina interior. Que tem jacuzzi 🙂

Meus caros leitores, o post de hoje, fica por aqui porque esta viagem tem sido muito dura e tal…piscina/jacuzzi, o speedy gonzales em duas rodas tá a caminho :P.

Ahh, já me esquecia. Hoje não há fotografias. Mas sim um VÍDEO!

Até amanhã

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29 de Março de 2011

Hoje estava decidido. Não fazer muitos quilómetros e ficar num hotel.

Mas o dia começou com uma valente susto. Depois de arrumar o material e fazer o check-out do parque de campismo de L’Ametlla del Mar, e quando já me preparava para fazer os primeiros quilómetros, tiro da mala do guiador os óculos que uso para pedalar. Nestes uso um clip para suportar umas lentes graduadas. O problema é que me faltava o clip :(.

Com tudo arrumado, respirei fundo para não perder a calma. E como fiquei minimamente calmo lembrei-me que no dia anterior quando estava a montar a tenda, a bicicleta caiu ao chão com a força do vento e os óculos foram ao chão também. A fazer figas, voltei ao sitio onde tinha caído a bicicleta…Uuuuufffaaa!!! Ficaram no chão todo aquele tempo. Sorte :).

Agora sem deixar nada para trás, lá parti em direcção a…não sei. Era pedalar até sentir algum cansaço em demasia.

E foi até hoje a etapa mais curta e mais rápida. Em pouco mais de 2horas estava em Amposta. Antes de procurar hotel, fiz algumas compras.

Instalei-me num hotel no centro da cidade. Disponibilizaram um espaço fechado no piso 0 para a bicicleta, wi-fi grátis e por uma noite 39€. Depois do banho, deitei-me na cama….haaaa! Que sensação boa. Por vezes é preciso deixarmos de ter aquilo que temos todos os dias por garantido, para lhe darmos o devido valor. “Já agora, vale a pena pensar nisto.”

O resto da tarde foi para descansar e actualizar o site até chegar a hora de jantar. Já que estava a ser um dia de “extravagâncias”, decidi ir jantar fora e como deve ser. Queria carne e lá fui eu à caça. Numa pequena rua vejo uns néons, parece um restaurante. Sim, un Mexicano. Eu adoro comida mexicana – muito condimentada, fortes sabores e picante – hummm, mesmo a calhar. Pedi uns nachos com queixo e carne para entrada e um burrito para prato principal. Para beber, una caña.

De volta ao quarto assisto na tv o jogo da selecção espanhola. Mais um jogo mais uma vitória – já metem nojo, sempre a ganhar! E depois escrevo estas palavras e assim fica o site actualizado e dia passado em Amposta.




Até amanhã.

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28 de Março de 2011

Acordei cedo, não pelo despertador mas pelo forte vento que se fazia sentir. E como a minha tenda é a única em todo o parque, estou à mercê de toda a força do vento. Levanto-me e são perto das 07h30m. Arrumo todo o material e estou pronto para enfrentar o 3º dia de estrada.

Despeço-me do pessoal do campismo – foram 5 estrelas e por uma noite com acesso grátis à rede wi-fi do parque, ficou por 16€!

O destino é a N-340 e seguir em direcção a L’Ametlla del Mar. Mas antes preciso de compar comida. Depois de percorrer cerca de 10km passo por Cabrils e encontro um supermercado como eu gosto: fruta e legumes arrumados em pilhas de caixas de madeira, mesmo à porta. Reponho o stock de bananas, compro também frutos secos, pão, presunto e queijo e mais uma massa instantânea para o jantar.

Mais à frente para perto de um parque infantil, onde uns bancos esperam por mim para almoçar. Pão com presunto e queijo – muy bueno – sobremesa o normal e sigo viagem. O vento esse é que não desiste e persiste em dificultar-me a vida. Vejo uma placa com a indicação de uma localidade: “Miami Platja”. LOL…estes espanhóis e a sua mania de traduzir (quase) tudo.

A localidade é bastante peculiar. Na avenida principal, por onde eu sigo, existe de tudo o que é representação internacional. Um talho de carnes alemãs, que só deve vender salsichas; uma loja de flores holandesa (não encontrei a loja dos cogumelos); uma loja de vinhos sul-americanos…enfim uma panóplia de referências aos quatro cantos do mundo.

Miami fica para trás e fico chateado porque não vi o Horatio Caine. Queria que ele me ensinasse aquela cena que ele faz quando tira os óculos…

Uns quilómetros mais à frente, encontro uma outra placa a indicar a localidade de L’Hospitalet, seguindo por uma estrada secundária. É uma oportunidade de deixar a N-340 e os 1340 camiões que já passaram por mim esta manhã…é que é já a seguir.

L’Hospitalet tem cerca de 260 mil habitantes, é o segundo município mais populoso da Catalunha e é a cidade com maior densidade demográfica da Espanha e uma das maiores taxas da Europa…chiça que gostam de estar juntinhos: povo unido , diria eu. O guarda-redes do Barcelona, Victor Valdés é natural de L’Hospitalet.

Embora seja segunda-feira, para um domingo, não vejo alma. Como pode ser possível terem uma das mais altas taxas de densidade demográfica da Europa?!?!? Não é hora de almoço nem tão pouco da sesta, que os espanhóis dizem não tirar…não percebo. Esqueço a curiosidade e sigo para a marginal e paro junto a uma rotunda com uma estátua de uma mulher. Sento-me à sombra da estátua e admiro o mar de um tom esverdeado. Não fossem as circunstancias e já estaria a mergulhar. Aproveito a pausa e reponha energias com…adivinhem? Uma banana e uma barra de cereais. Tiro algumas fotos e sigo caminho. Mas onde é que está o povo?!?!


De volto à N-340 o vento está mais forte do que nunca. Em certos momentos, o esforço apenas para manter a bicicleta em linha recta é enorme. Mas o que tem que ser tem muita força e com mais esforço lá cheguei a L’Amettla del Mal por volta das 14h.

O sol hoje está forte e procuro rápido uma sombra para comer e acima de tudo, repor líquidos. Terminado o almoço rápido, procuro o campismo junto de um grupo de idosos que aproveitam o sol para dar uma caminhada pela marginal da vila. Dão-me a indicação de um campismo, mas fico com a sensação de o que tinha visto no dia anterior na Internet, era precisamente no lado oposto. Mas prontos, lá fui eu. A minha suspeita confirmou-se: era um campismo mas não aquele que eu procurava. Este parecia estar abandonado, tal era o estado de degradação em que se encontrava. Dei meia volta e segui o meu instinto. Bingo, lá estava o que eu procurava.

Mas infelizmente a alegria de ter encontrado dissipou-se num instante. A recepção estava fechada!!!Mas que raio de campismo fecha a recepção das 14h até às 16h30? “Siesta, nosotros? No, no…eso es una mentira”. É mentira é…Não tive outro remédio senão esperar.

Check-in feito, tenda montada com algumas (muitas) dificuldades dado o chão ser em terra tipo pedra! Deito-me um pouco para que? Dormir a “siesta” :).

Ao acordar, hora de preparar o jantar: massa carbonara e Damm Lemón (a Super Bock limão cá do sítio). Mais uma vez, o chef não facilita e o manjar está divinal :P.

Depois do jantar é hora de aceder ao wi-fi (neste campismo paguei 5€ por 5horas) para actualizar o, provavelmente, melhor site do mundo.

Ao fim de 5 horas é hora de me aconchegar no saco-cama e dizer-vos: Até amanhã.

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27 de Março de 2011

Como no dia anterior tinha-me deitado muito cedo – seria perto das 20h – neste segundo dia de viagem acordo e ainda é de noite. São cerca das 06h30m e estou já bem desperto. Como não parece voltar a dormir, aproveito o momento para ouvir um pouco de música. A sensação é boa. Na mata já se ouvem alguns pássaros madrugadores a anunciar a alvorada que se aproxima. Mas de repente, um relâmpago ilumina a noite e outro som surge e desperta-me da música que ouvia (O Melhor de Marco Paulo – Edição Gold).

Os relâmpagos foram-se sucedendo e o intervalo de estes para o respectivo trovão diminuía. A cenário não estava famoso. E o inevitável aconteceu, chuva. Mas daquelas fortes e sempre a aumentar de intensidade. Eu mantinha-me no quentinho do meu saco-cama e escutava com um ouvido, o som da chuva na minha tenda, com o outro ouvia agora o discurso do Paulo Futre 😛

E assim se passou uns 30 minutos. Sem chuva arrumei as minhas coisas e ao ir embora, ao passar pela “casa” do Will, ainda me despedi daquele simpático homem. Bom caminho desejou-me ele.

Antes de começar a pedalar precisava urgentemente de comer…e muito. Não precisei de pedalar muito pois 100m mais à frente, havia um bar/restaurante que serviam pequeno-almoços. Como a fome era muita, um “bocadillo” de presunto com tomate (uma especialidade da Catalunha). Mas aquilo de “bocadinho” tinha pouco e não fosse a fome e não teria acabado.

De barriga cheia e cheio de força lá fui em direcção ao meu destino previsto: o campismo de La Pineda.

Segui sempre pele N-340, com pouco para ver mais uma vez e quando tive oportunidade saí da estrada e desci até à praia. Entretanto o sol apareceu e parei um pouco para tomar um banho de sol. Só faltava mesmo era o prato de tremoços e a fresca da mini…ai que saudades! (Nota mental: ao 2º dia de viagem ainda não ingeri álcool)

De volta à estrada lá segui eu em direcção a Tarragona. Cidade capital da província com o mesmo nome. Tem grande tradição histórica cultural e é destino de muitos turistas. É património mundial da Unesco. Dei uma pequena volta pela cidade e ainda fui a tempo de assistir a um desfile de cavalos e de burros – animal muito popular por estas bandas.

De saída de Tarragona decidi fazer um pequeno desvio e visitar Reus que fica mais para o interior e assim fugir um pouco ao trânsito infernal da N-340. Mas a cidade desiludiu-me bastante e tão rápido entrei na cidade como saí. As pessoas da cidade, muitas delas com descendência do norte de África, me olhavam com um olhar penetrante de tal modo que eu só pensava: “Prontos, é este que me vai mandar ao chão e levar a bicicleta!”. Até posso ser eu a fazer um grande filme na minha cabeça, mas prontos. Até possa existir por aí muita gente que já tenha sido muito feliz em Reus. Eu não fui!

De Reus a La Pineda foi um instante e chegado ao campismo, faço o check-in e escolho um lugar. Em outras alturas do ano, acredito que seja uma tarefa difícil, mas acreditem eu era a terceira pessoa dentro do campismo. Os outros dois, eram um casal de Ingleses, que por coincidência estavam em direcção ao Algarve. Montei a minha tenda perto deles para não me sentir completamente sozinho.

O resto do dia foi passado ao computador e actualizar o site e pouco mais. O jantar foi pizza…prontos, também tenho direito a comer “porcarias”.
Até amanhã.

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26 de Março de 2010

O dia começou bem cedo. Eram as 07h quando o telemóvel me despertou para a realidade: É AGORA!

Depois de um banho para ajudar a acordar e um pequeno-almoço reforçado, fiz-me à estrada. Sair de Rubí for mais fácil do que eu pensava. O StreetView do GoogleMaps ajudou-me a criar uma memória fotográfica dos primeiros quilómetros :).

Bora lá Torito...

O céu estava cinzento mas as previsões era para uma ausência de chuva.
O plano para o 1º dia era percorrer a estrada nacional N-340, uma das maiores estradas nacionais de Espanha, até à cidade de VilaFranca del Penedés. Daí seguir até à vila de Santa Oliva e ficar no campismo local.

Os primeiros 10kms foram feitos calmamente. Ainda estava a assimilar a ideia de que de facto estava a dar início a minha aventura. Já não era possível voltar atrás. E assim fui pedalando até que uma subita mudança na geografia, me leva a enfrentar uma subida…mas uma senhora subida.

A lei da gravidade é tramada e o peso de toda a minha carga, parecia-me querer puxar para trás, obrigando-me a esforço que não estava a contar. A velocidades a rondar os 8km/h, lá cheguei ao cume.

487m!!!

Mas como eu costumo dizer: o que se sobe, mais tarde, tem que se descer! E até Vilafranca del Penedés foi sempre de roda no ar (tal é o peso que levo atrás, é fácil de sacar o cavalinho).

Eram as 10h30m e chegava a Vilafranca del Penedés depois de 45km percorridos. Dou uma voltita pela cidade e aproveito ser ainda cedo, para fazer uma pausa para um café e um snack.

Até aqui estava a correr tudo bem, excepto o facto de estrada N-340 ser uma via com muito trânsito e quase sempre a percorrer zonas não povoadas. E este cenário não é bem aquilo que eu procuro. Mas os deuses deviam estar comigo e enquanto tomava o meu café numa esplanada de Vilafrance del Penedés, um homem interpela-me e pergunta-me de onde era; de onde vinha; para onde ía; como ía; etc. O homem queria saber tudo, um castiço :).

Depois de uma animada conversa e antes de se despedir, pergunta-me qual a estrada que vou usar para chegar a Santa Oliva: “N-340???No, no no…eso es muy peligroso!”. Então diz-me que devo ir por uma outra estrada secundária, mais pelo interior, mais tranquila, bom piso e que atravessa uma zona de muitos campos de vinhas. Nice 🙂

Logo no primeiro dia, tenho uma prova do bom que pode acontecer neste tipo de viagem

Sigo as instruções do “amigo” e de facto o panorama muda completamente. Estrada quase sem movimento, bom piso e umas paisagens lindíssimas. O cheiro a uvas paira no ar, o sol decide aparecer e eu sorrio 🙂 Um bom momento.

Este momento é patrocinado pela...

Embalado pela bonita paisagem, depressa chego a Santa Oliva e para meu grande espanto o campismo está fechado. WTF??? «Para próxima telefona…esta foi para aprenderes.»

Breve passagem por Santa Oliva

Decido seguir viagem, mas para meu azar, os próximos dois campismos estão também fechados (período de inverno dizem eles). Começo a ficar um nadinha stressado e com quase 90km nas pernas, decido que vou parar mal encontre um local para montar a tenda e comer alguma coisa que tinha comprado num supermercado uns quilómetros atrás.

Encontro um aglomerado de casas abandonadas, perto de uma mata. Dou uma volta em reconhecimento do território. A “costa” parece estar livre. Monto a tenda e preparo o almoço: uma massa chinesa com cogumelos pretos (instantânea). Estava uma maravilha (isso ou era da fome).

Estava eu na sobremesa, a 3ª banana do dia, quando um homem se aproxima. Chama-se Sérgio, é meio espanhol, meio italiano e por amores, perdeu tudo e vive à 3 anos numa das casa abandonadas. Mas não é o único “ocupa”, numa outra casa está Will, um alemão que perdeu tudo no jogo, em vários casino da costa do mediterrâneo.

Estamos à conversa os três durante alguns minutos até o cansaço e o sono me pedirem descanso. Meto-me no saco-cama e digo: “Até amanhã”.

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Autocolantes IdFrancis

Leonardo Maia - Sou eu, sou eu!!!



Estes autocolantes foram-me oferecidos pelo Idalécio F.
Ele desenha, projecta e elabora autocolantes de alta qualidade para decoração de bicicletas e acessórios.

Visitem picasaweb.google.com/idfrancis.sticker/AutocolantesIdFrancis# para mais informação

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O antes…e o depois

Antes…


Depois…

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