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Archive for March 28th, 2011

27 de Março de 2011

Como no dia anterior tinha-me deitado muito cedo – seria perto das 20h – neste segundo dia de viagem acordo e ainda é de noite. São cerca das 06h30m e estou já bem desperto. Como não parece voltar a dormir, aproveito o momento para ouvir um pouco de música. A sensação é boa. Na mata já se ouvem alguns pássaros madrugadores a anunciar a alvorada que se aproxima. Mas de repente, um relâmpago ilumina a noite e outro som surge e desperta-me da música que ouvia (O Melhor de Marco Paulo – Edição Gold).

Os relâmpagos foram-se sucedendo e o intervalo de estes para o respectivo trovão diminuía. A cenário não estava famoso. E o inevitável aconteceu, chuva. Mas daquelas fortes e sempre a aumentar de intensidade. Eu mantinha-me no quentinho do meu saco-cama e escutava com um ouvido, o som da chuva na minha tenda, com o outro ouvia agora o discurso do Paulo Futre 😛

E assim se passou uns 30 minutos. Sem chuva arrumei as minhas coisas e ao ir embora, ao passar pela “casa” do Will, ainda me despedi daquele simpático homem. Bom caminho desejou-me ele.

Antes de começar a pedalar precisava urgentemente de comer…e muito. Não precisei de pedalar muito pois 100m mais à frente, havia um bar/restaurante que serviam pequeno-almoços. Como a fome era muita, um “bocadillo” de presunto com tomate (uma especialidade da Catalunha). Mas aquilo de “bocadinho” tinha pouco e não fosse a fome e não teria acabado.

De barriga cheia e cheio de força lá fui em direcção ao meu destino previsto: o campismo de La Pineda.

Segui sempre pele N-340, com pouco para ver mais uma vez e quando tive oportunidade saí da estrada e desci até à praia. Entretanto o sol apareceu e parei um pouco para tomar um banho de sol. Só faltava mesmo era o prato de tremoços e a fresca da mini…ai que saudades! (Nota mental: ao 2º dia de viagem ainda não ingeri álcool)

De volta à estrada lá segui eu em direcção a Tarragona. Cidade capital da província com o mesmo nome. Tem grande tradição histórica cultural e é destino de muitos turistas. É património mundial da Unesco. Dei uma pequena volta pela cidade e ainda fui a tempo de assistir a um desfile de cavalos e de burros – animal muito popular por estas bandas.

De saída de Tarragona decidi fazer um pequeno desvio e visitar Reus que fica mais para o interior e assim fugir um pouco ao trânsito infernal da N-340. Mas a cidade desiludiu-me bastante e tão rápido entrei na cidade como saí. As pessoas da cidade, muitas delas com descendência do norte de África, me olhavam com um olhar penetrante de tal modo que eu só pensava: “Prontos, é este que me vai mandar ao chão e levar a bicicleta!”. Até posso ser eu a fazer um grande filme na minha cabeça, mas prontos. Até possa existir por aí muita gente que já tenha sido muito feliz em Reus. Eu não fui!

De Reus a La Pineda foi um instante e chegado ao campismo, faço o check-in e escolho um lugar. Em outras alturas do ano, acredito que seja uma tarefa difícil, mas acreditem eu era a terceira pessoa dentro do campismo. Os outros dois, eram um casal de Ingleses, que por coincidência estavam em direcção ao Algarve. Montei a minha tenda perto deles para não me sentir completamente sozinho.

O resto do dia foi passado ao computador e actualizar o site e pouco mais. O jantar foi pizza…prontos, também tenho direito a comer “porcarias”.
Até amanhã.

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